sábado, 28 de maio de 2011

Je ne veux pas mourrir toute seule


Meu coturno. Meu crucifixo. Minha playlist. Meu twitter. Meu álbum. Meu celular. Minhas mensagens. Meus objetivos. Meus sonhos. Meus planos. Minha porta de casa. Minha sala. Minha garagem. Minhas roupas. Meu novo modo de pensar. Meu novo modo de viver. Meus novos amigos. Minhas unhas. Meu cabelo. Meu posts no blog. Meus depoimentos. Meus desenhos. Meu hematoma na perna. Minha cor preferida. Minhas aulas terças e quintas. Minhas promessas. Meu signo. Meu quarto. Minha bandana. Minha camisa da Lady GaGa. Meus vizinhos. Meu problema na perna. A pracinha. O boliche. O cariru. O céu. A lua. O macaquinho que você me deu. Meu violão. Minhas melhores lembranças. Minhas risadas mais sinceras. Meu primeiro amor. Meu tudo, me faz lembrar você;

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tom-sobre-tom


De uma raiz empodrecida à folhas saudáveis
resultadas de um amor em situações instáveis.
O pé esquerdo também dá passos para frente
enquanto o pé direito endireita a gente.

Duas flores próximas, e seus ramos entrelaçados
Suas cores se juntando, num tom-sobre-tom
Se cortando, se juntando, sem dizer que não
De devoção e dedicação sendo regados.







(por enquanto é só, mas pretendo continuar isso)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mania de paixão.


As pessoas têm uma mania de culpar o amor por suas frustrações. Tenho quase certeza de que o que a maioria das pessoas vivem é a paixão e confundem esse sentimento com o amor. Sim, é muito difícil perceber a diferença entre um e outro, mas enfim, sendo esse sentimento qual for, você vai desistir de tudo por causa de uma pessoa? Por causa de 2 ou 3 vezes que as coisas deram errado?
O mundo está começando a se encher de perdedores, de pessoas incrédulas e, acima de tudo, pessoas inseguras. Daí dizem "eu te amo" da boca pra fora ou até mesmo sem ter certeza de que é isso mesmo o que está sentindo e acabam por estragar toda a maravilha que é você amar alguém, querer estar com essa mesma pessoa pelo resto de sua vida. Se não está pronto para lidar com os altos e baixos que um relacionamento vai trazer, não se submeta a sentir algo tão puro e tão maravilhoso. Se você não consegue imaginar-se passando o resto de sua vida com a tal pessoa "amada", não diga que a ama. Não faça isso com ela ou com você mesmo.
O amor não é uma brincadeira, o amor não é um jogo, o amor verdadeiro não decepciona e, se decepcionar, dá um jeito de consertar tudo. Quem ama de verdade luta, quem luta às vezes se machuca, mas se persistir até o final tenho certeza que vence.

Não tenha medo do amor, tenha medo de ter medo. (:

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ela acordou.


"Mas o que é isso? Como vim parar aqui?" - Ela se perguntava ao despertar-se de um sono profundo do qual ela nem se lembrava de quando havia começado. Sono profundo? Mas será que era isso mesmo? É, até que poderia ser, era como se ela fosse sonâmbula e sua vida toda tivesse sido vivida enquanto estava sonhando. Haha, sonhando? Disso ela também não tinha certeza. Como poderia considerar tudo aquilo pelo que passou um sonho? Tudo o que ela sabia era que havia acordado e que tudo estava diferente. Seus olhos viam o mundo de uma forma diferente, viam a vida de uma forma diferente e ela, definitivamente, adorava tudo aquilo.
Não sabia ainda como sobreviver à tantas coisas novas, mas por que isso importaria? Ela se sentia uma nova pessoa, como se tivesse nascido de novo e tudo o que fez no passado tivesse sido apagado. Ela percebeu como era vazio e desnecessário tudo aquilo que enfrentou, tudo aquilo que ela fez em busca da verdade. Da verdade sobre quem ela é, quem ela seria no futuro e sobre quem ela foi. Descobriu a verdade sobre como a vida é e sobre como ela deve ser vivida. Descobriu que a simplicidade nunca foi tão excepcional e aquilo deixou-a encantada.
Finalmente ela havia conseguido despertar daquele pesadelo que parecia não ter fim. Foi salva por Ele e por ele. Agora ela deverá se agarrar a tudo isso - que realmente vale à pena - e não olhar pra trás, não se perder num passado apagado e perturbante. Quem ela é? Grata, feliz, amada e está pronta para se entregar e tentar novamente.


(:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você sabe o que é...


...se sentir incapaz de fazer QUALQUER COISA para melhorar a vida de alguém que você ama? Você sabe o que é assistir uma pessoa que você ama chorar TODOS OS DIAS e você nem ao menos saber ao certo qual é o motivo? E você fica lá, imóvel, inerte, sem-ação, pensando e tentando fazer algo para consertar aquilo, pra melhorar, pra consolar a pessoa mas simplesmente NADA funciona. E você não consegue pensar em fazer outra coisa além de se juntar à ela e mergulhar em prantos de tão envergonhado que está por sua frustração.
Só gostaria de encontrar logo a solução pra tudo isso e poder ouvir, pelo menos uma vez na minha vida, que alguém tem orgulho de mim. Orgulho de alguém que teve a coragem de bater o pé, não aceitar as coisas como estão e fazer alguma mudança, alguém que é capaz de sair do fundo do poço, mas não porque "no final do poço tem uma mola", mas por ter ficado lá embaixo o suficiente pra inventar um jeito de sair. Queria que isso tudo acabasse logo, num final feliz, não como num conto de fadas, porque é o que uma pessoa iludida desejaria, mas como num bom filme de drama...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vinci Zeff.


He doesn't own me, but he owns my heart. He doesn't own my wills, but he is one of them. He doesn't own my thoughts, but he is always in it. He doesn't own my mind, but he is the one I think about. He doesn't own my rotine, but he is the one with who I want to spend my time with. He doesn't own the truth, but he is the one I want to believe in. He doesn't own my feelings, but he is the one with who I want to share them. He doesn't own my words and that's why I can say, sinceraly, "I love you".

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E ela corria...


ofegante. Ela fugia de tudo aquilo que ela mais temia. Era grande e impuro, um anexo de asquerosidades que conseguiam, em toda sua infâmia, se tornarem belas. Tinha longos e robustos braços que se preparavam para sufocá-la em todos os medos que a mente da pobre garota reproduzia. Não possuía pernas e, por onde passava, não deixava mais haver chão. Não tinha olhos e suas narinas eram tão vastas que tomavam todo o ar de quem ousasse cruzar o seu caminho. Aquele monstro a perseguia incansávelmente por caminhos os quais a garota não conhecia - caminhos cheios de obstáculos, altos e baixos e baixos... e baixos.

"Que monstro é esse? O que ele quer de mim?" - era tudo que ela conseguia pensar. Ela já havia se perdido dentro da imensidão confusa de tudo aquilo que constituía aquele monstro terrível, apenas não tinha consciência disso. Era como se a sua memória tivesse sido apagada e tudo aquilo que tivesse qualquer relação com aquele monstro tivesse sumido de sua mente. Mas no fundo ela sentia uma certa afinidade, um certo interesse por toda aquela correria e todo aquele desespero. Ela via naquele monstro um sofrimento, mas não um sofrimento ruim... uma certa obsessão que tomava conta de cada atitude que ela resolvia tomar. Era como se sofrer por tudo aquilo fizesse todo o sentido que o mundo não sabe explicar.


Aquela garota não sabe... ela AINDA não sabe que aquele monstro que a persegue não é nada mais nada menos do que o amor. O amor que causa dor, mas é belo. O amor que é cego e tira o chão e o ar de quem o sente. Aaaahhh... o amor!